Há dias em que a nossa vida parece a previsão meteorológica quando anuncia os piores tempos.
Aquele famoso tempo nublado, sujeito a chuvas intensas e fortes trovoadas.
É assim que está o meu astral hoje... Ele anunciou tempo ruim logo de manhã.
Anunciou aquele tempo que traz o desencanto de quem se vê ilhado tendo a um lado o mar bravio, e a outro, chuvas intensas.
Dia em que o dia parece jamais passar e nessa demora inculca sutil desconfiança de que o manto negro da tristeza quer morar em você.
Dia em que o espírito exausto das lutas começa a querer acomodar-se à situação vigente e começa a querer acreditar que nada vai mudar.
Dia em que a entrega à desolação consentida e raciocinada em termos práticos, tenta abafar emoções para não as sofrer em demasia.
Dia em que alma reflete não os raios solares por menos intensos que sejam, mas o nublado das nuvens que se vêm casar ao padrão mental vibratório baixo.
Dia em que o desânimo e a angústia parecem perenes e tentam impor a descrença em melhores dias.
Ledo engano, porém, já que tudo é cíclico numa natureza que naturalmente se entrega à alegria.
Estou assim hoje e estar é um estado, ser é uma permanência.
Como não sou o estado em que me permiti ficar hoje, sei que passo por um tempo ruim, um momento apenas, é passageiro...
Apesar de tudo há certo encanto na tristeza quando ela nos coloca frente a frente com nós próprios e nos obriga a ver aquilo que é de fato importante.
Amanhã será outro dia e, poderá surgir resplandecente o astro rei trazendo a energia e a beleza que hoje não consegui ver nem sentir.
A vida nos impulsiona naturalmente para a frente, esta é a constatação que viver já me proporcionou.
Hoje estou assim, amanhã, talvez...